Falávamos dos loucos. Dos mais loucos e dos menos loucos. Dos quase loucos e dos sempre loucos. Sou louco. Não sou louco. Posso ser louco. Posso ficar louco. Loucos são eles. Loucos são estes. Loucos são vocês. Eu sou louca, mas você, meu amigo, é muito louco.
Falávamos dos ressentidos. Fale mais sobre isso. Como você fala comigo? Os papos das moças eu não sei corresponder. Nem os dos caras. Então virei a cabeça para o lado esquerdo, olhei o nada mais para baixo. As pernas cruzadas e cobri os joelhos com a saia preta. A mão direita sobre a boca. Respirei e mergulhei, saí dali, saí de vocês, estátua, pintura, sei lá o que eu fui.
Quem é aquele louco? Mas me senti sorridente quando olhei todos os caras, a gente na roda, cada pé apontando uma direção. Eu só vou quando você me chamar. Pensei nas minhas amigas, será que estarão pelas ruas, por aqui, por essas bandas? Será que algum louco chega bêbado de madrugada aqui na minha porta?
Falávamos das viagens. Falávamos das moedas. Falávamos do quanto era bom. Nós, jovens, achamos algumas coisas boas de verdade. Boas como deveriam ser. Me procura pela rua e me falta o ar. Falávamos da bebida e dos cigarros. Meu Marlboro, meu caso. Alecrim, o alecrim é dourado.
Quem quer parecer o que é? Quem quer dizer o que pensa? Não. Se for repetir, não diga mais nada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário